segunda-feira, 8 de maio de 2023

Bem-vindo! Vamos conversar?

                Sejam bem-vindos à apresentação sobre o melhor tema dessa matéria chamada "Comunicação Empresarial". 

                Afinal, de que servem as discussões sobre imagem, identidade e reputação (todos temas importantíssimos) se não sabemos lidar quando elas mesmas são manchadas? 

                Por esse e muitos outros motivos, falar sobre crise, suas causas, características e soluções é tão importante e crucial para uma organização que deseja continuar preservando sua relevância. 

                Essa é nossa apresentação sobre o décimo capítulo do livro de comunicação corporativa: Comunicação de Crise.

Fonte: ConJur, 2020.



                    Calma, não tem muuuito texto. 
               
                 Fique à vontade para ler todas as postagens desse blog, comentar em cada uma delas e nos deixar seu feedback e suas considerações. Vamos juntos! ☺





Gerenciamento de crise de Pearson e Mitroff


 

  • - Ações técnicas e estruturais 
    Estabelecer responsabilidades para atualização de políticas/manuais de emergência. 
    Informatizar inventários de recursos de gerenciamentos de crise. 
    Designar uma sala de controle de comando de emergência. 


  • - Ações de comunicação 
    Melhorar a comunicação com as partes interessadas. 
    Fornecer treinamento para lidar com a mídia. 

  • Melhorar a forma de comunicação com as comunidades locais


  • - Ações estratégicas 
    Integrar gestão de crises em declarações de excelência corporativa. 
    Fornecer treinamentos e palestras. 
    Expor membros das áreas da empresa em simulações de crises. 


  • - Ações de avalição e diagnóstico 
    Realizar auditoria legal e financeira. 
    Estabelecer um sistema de rastreamento para acompanhar crises passadas. 
    Realizar auditorias ambientais. 


  • - Ações psicológicas e culturais 
    Fornecer serviços de apoio psicológico. 
    Melhorar a comunicação ascendente. 
    Fornecer treinamento sobre os impactos humanos e emocionais das crises. 
     

Comunicação durante a crise

 

COMUNICAÇÃO DURANTE A CRISE


8 PASSOS PARA SEREM SEGUIDOS PARA OBTER UMA BOA
COMUNICAÇÃO DURANTE UMA CRISE



PASSO 1: ASSUMA O CONTROLE DA SITUAÇÃO

Importância de agir rapidamente e com informações permaneceram no gerenciamento de crises.

Necessidade de definir objetivos de comunicação mensuráveis ​​para lidar com a crise.

Uso do departamento de comunicação corporativa como câmara de compensação e conhecimento da composição das equipes de crise pelo vice-presidente de comunicação corporativa.


PASSO 2: REÚNA O MÁXIMO DE INFORMAÇÕES POSSÍVEL

Compreender o problema é fundamental para lidar com crises de forma eficaz.

Designar alguém para garimpar informações é crucial para coletar dados precisos e relevantes.

Comunicar atrasos na obtenção de informações é importante para manter a transparência e evitar a ocorrência de interferência.


PASSO 3: CONFIGURE UM CENTRO DE GERENCIAMENRTO DE CRISES

Estabelecer um centro de crise é fundamental para coordenar as comunicações durante uma crise.

O centro de crise deve fornecer aos membros da mídia um local confortável e equipado para trabalhar durante a crise.

Todas as comunicações sobre uma crise devem vir do centro de crise centralizado.


PASSO 4: COMUNIQUE-SE COM ANTECEDÊNCIA E COM FREQUÊNCIA

A porta-voz da organização deve ser rápida e transparente em sua comunicação durante uma crise.

Os comunicadores devem tentar acalmar o público e aliviar seus medos sobre a situação.

As empresas devem colocar boas pessoas na linha de frente da comunicação de crise e encorajar uma abordagem de equipe com outros envolvidos.


PASSO 5: ENTENDA A MISSÃO DA MÍDIA EM UMA CRISE

A mídia busca histórias impactantes e envolventes com personagens bem definidos.

Os profissionais da mídia estão acostumados a trabalhar em situações de crise.

A competição acirrada entre os meios de comunicação pode aumentar a pressão para obter informações em primeira mão.


PASSO 6: COMUNIQUE-SE DIRETAMENTE COM OS CONSTITUINTES AFETADOS

Importância de se comunicar com funcionários, equipe de vendas, liderança organizada, segurança do site, operadores e recepcionistas durante uma crise.

A necessidade de contatar públicos externos, incluindo clientes, acionistas, comunidades, fornecedores, serviços de emergência, especialistas e autoridades.

Uso de várias tecnologias de comunicação disponíveis, incluindo e-mail, correio de voz, fax, transmissão direta via satélite e serviços online.


PASSO 7: LEMBRE-SE DE QUE O NEGÓCIO DEVE CONTINUAR

Os gerentes devem antecipar os efeitos da crise em outras partes do negócio.

Substitutos adequados devem ser encontrados com antecipação para quem está na equipe de crise.

Questões relacionadas ao negócio em andamento precisam ser pensadas pelos gestores dentro e fora da equipe de crise o mais rápido possível.


PASSO 8: FAÇA PLANOS PARA EVITAR OUTRA CRISE

É importante avaliar o desempenho da equipe de crise após uma crise.

A análise do que funcionou e do que não funcionou deve ser feita para melhorar a preparação da empresa.

O feedback da equipe de crise e das partes interessadas é importante para aprimorar o gerenciamento de crises no futuro.

Crise dos últimos 25 anos

Crise dos últimos 25 anos - Comunicação Empresarial


Para abordarmos sobre as crises dos últimos 25 anos, é necessário falarmos sobre as gerações e as crises que as marcaram:


Baby Boomers (1945 e 1964): assassinato do presidente John F. Kennedy



Geração X (1965 a 1984): Ônibus Espacial Challenger foi um acidente fatal no programa espacial dos Estados Unidos que ocorreu em 28 de janeiro de 1986



Geração Y (1985 e 1999): ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.



Motivos pelos quais os eventos ficam gravados na consciência pública:

1- As pessoas tendem a se lembrar e se emocionar mais com notícias negativas do que com notícias positivas.

2-  Esses eventos fazem a gente ter a percepção do quanto todos somos vulneráveis e a rapidez que os eventos podem transformar pessoas comuns em vítimas inocentes.

3- As crises associadas às grandes corporações permanecem na mente do público porque muitas grandes organizações carecem de credibilidade em primeiro lugar (Caso de racismo na Petrolífera Texaco)


1982: Recall do Tylenol da Johnson & Johnson


Sete pessoas morreram após tomar cápsulas de Tylenol misturadas com cianeto de potássio.

O recall de Tylenol da Johnson & Johnson (J&J) no início da década de 1980 é considerado por muitos como “o padrão-ouro” do gerenciamento de crises de recall de produtos.




O que a Johnson & Johnson fez?

1- Montou um gabinete de crise;
2- Tomou a ofensiva e removeu o produto potencialmente mortal das prateleiras;
3- Reorganizou o modo de produção e embalagem do Tylenol;
4- Reagiu de forma atenciosa e humana (e não apenas legal e financeira);
5- Milhares de funcionários da J&J fizeram mais de um milhão de visitas pessoais a hospitais, médicos e farmacêuticos em todo o país para restaurar a fé no nome Tylenol.

Três meses após a crise, a empresa recuperou 95% de sua participação de mercado anterior. Mais de duas décadas depois, a Johnson & Johnson classifica-se consistentemente


1990: O Perrier Benzene Scare

A Perrier Sparkling Water enfrentou sua própria crise de contaminação quase 10 anos após o episódio do Tylenol.



Um técnico do Departamento de Proteção Ambiental, descobriu uma quantidade de benzeno na água. Depois de receber a confirmação das autoridades estaduais e federais, informou ao Perrier Group of America sobre a contaminação.


O que a Perrier fez?

1- O caso aconteceu em janeiro. Tomaram providências a partir de fevereiro;

2- Recolheram 70 milhões de garrafas (antes de identificar a fonte da contaminação);

3- O presidente da Perrier America, Ronald Davis, anunciou com confiança que o problema estava limitado à América do Norte;

4- A verdadeira causa da contaminação - filtros defeituosos na fonte— foi descoberto menos de três dias depois e, ao contrário do que Ronald Davis havia anunciado anteriormente, seis meses de produção foram afetados, cobrindo todo o mercado global da Perrier. A empresa foi forçada a mudar sua história.

5- A Perrier contou com a mídia para comunicar sua história durante a crise, o que provou ser uma decisão fatal. A imprensa só serviu para expor a falta de comunicação interna e a falta de visibilidade global.


1993: Crise da seringa da Pepsi-Cola

A Pepsi-Cola, enfrentou uma crise de contaminação altamente divulgada logo após o episódio do benzeno da Perrier.



Denúncia: depois de beber meia lata de Diet Pepsi na noite anterior, um homem descobriu uma seringa na lata da Pepsi;

O CEO da Pepsi-Cola da América do Norte envolveu a equipe de gerenciamento de crises;

Internamente, a Pepsi evitou o caos organizacional atualizando os funcionários com avisos diários para mais de 400 instalações da Pepsi em todo o país;

Decidiu não recolher o produto - apesar de uma enxurrada de novos relatórios ao FDA de objetos perigosos encontrados em latas de Pepsi;

As pessoas ligaram a Pepsi à seringa. A empresa forneceu à mídia uma resposta igualmente “visual”: um vídeo do processo de enlatamento na Pepsi que mostrasse como seria praticamente impossível inserir uma seringa nas latas. Distribuiu uma fita de vigilância de uma mercearia de uma mulher furtivamente deixando cair uma seringa em sua lata de Pepsi;

O FBI prendeu quatro indivíduos por fazerem alegações falsas, e o medo da contaminação parecia ainda mais uma farsa que acabou sendo. No final, 20 prisões foram feitas.


O Novo Milênio: A Face Online das Crises — Roubo de Dados e Além




O vírus “I Love You”: desencadeado em 2000 custou às empresas em uma variedade de setores um total estimado de US$ 10 bilhões em danos.

A CD Universe: varejista online de CDs de música, teve 300.000 arquivos de cartão de crédito de clientes da empresa vazados por um extorsionário. Chantageou pedindo 100 mil reais ou criaria um site.

Hackeando Reputações

- Trojans (software);
- Phishing (e-mails);
- Dunkin' Donuts (site do ódio)


A proliferação das ameaças de segurança on-line resultou em situações de crise para uma miríade de empresas em todo o mundo que agora devem redobrar seus esforços para se proteger contra elas para manter a confiança de seus clientes.








Como se preparar para crise

Como se preparar para crise.


Ao longo dessa postagem, vamos explicar alguns passos necessários para uma melhor preparação para crises. 

1° PASSO: Entender que todas organizações estão sujeitas a passar por algum tipo de crise. Porém, alguns setores estão mais propícios a isso.


Farmacêutica
Mineração










2° PASSO: Criar um plano de crise.

 Isto pode ser feito através de uma reunião com os gerentes das áreas mais prováveis de serem atingidas pela crise, eles devem ser encorajados a serem tão criativos quanto possível durante esta fase, posteriormente deve-se discutir qual cenário é mais possível de realmente ocorrer. 





3° PASSO: Determinar quem são os constituintes mais afetados, e direcionar as ações e comunicação.
 

Constituintes


4° PASSO: Analisar a escolha do canal.

Escolher um canal de comunicação, que leve em consideração as pessoas mais afetadas. A escolha do canal de comunicação muitas vezes pode refletir a sensibilidade de uma empresa às necessidades e emoções de seus constituintes. Qual seria a maneira mais eficiente e sensível de se comunicar com os consumidores ou suas famílias durante uma crise?










   


sábado, 6 de maio de 2023

O que é uma Crise?



Fonte: JusBrasil, 2015.

        
                Antes de iniciar nossa apresentação, é sempre bom contextualizar: o que é uma crise? 

                Todos nós enfrentamos crises na nossa vida: um problema financeiro, uma doença, o falecimento de alguém querido são exemplos disso. 
                
                As empresas também passam por crises, ou seja, mudanças/manifestações bruscas, sejam elas previsíveis ou não, que causam confusões e transtornos. 


Tsunami no Porto de Onahama, Japão, 2011. 
    
                   Desastres naturais, por exemplo, não podem ser evitados, mas, até certo ponto, podem ser previstos. Dentro das organizações, há muitas crises que podem ser previstas e prevenidas. 

                   Uma coisa é certa: as crises causadas pelos seres humanos são muito mais desastrosas do que as oriundas de causas naturais, como os exemplos que iremos expor a seguir. 

                    Existem diversos tipos de crises, como a causada por negligência, onde a empresa é claramente culpada; existem as oriundas de golpes, quando a empresa pode torna-se vítima juntamente com o cliente. Contudo, não importa de onde veio, as pessoas SEMPRE irão esperar que a organização apresente a resposta para o que está acontecendo. 
               
     
                   "Uma crise é uma grande catástrofe que pode ocorrer naturalmente ou como resultado de erro humano, intervenção ou mesmo intenção maliciosa. Pode incluir devastação tangível, como a destruição de vidas ou bens, ou devastação intangível, como a perda da credibilidade de uma organização ou outros danos à reputação". (ARGENTI, p. 259, 2009)



CARACTERÍSTICAS DA CRISE

                  Toda crise é única, mas elas compartilham algumas coisas em comum...

1. Elemento surpresa 

2. Informação insuficiente 

3. O ritmo acelerado dos eventos 

4. Exame intenso 


                Além disso, as empresas normalmente não entendem que estarão quase sempre vulneráveis e predispostas a passarem por isso; a falta de preparo pode ser fatal e tornar a crise ainda mais grave e prolongada. 




Bem-vindo! Vamos conversar?

                 Sejam bem-vindos à apresentação sobre o melhor tema dessa matéria chamada "Comunicação Empresarial".             ...